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Ônibus com a seleção de Togo é atacada na Angola

Publicado em Sem categoria por Gabriel, em 8 08UTC Janeiro 08UTC 2010

a estrela da seleção , Adebayor atacante do City , não foi ferida

A seleção de Togo foi atacada por membros de um grupo separatista em Angola nesta sexta-feira, pouco depois de desembarcar no país para a disputa da Copa Africana de Nações. A emboscada aconteceu no caminho para Cabinda, onde o time disputaria o grupo B da competição. O motorista do ônibus foi baleado e está morto. Além dele, dois jogadores, o goleiro do Pontivy, da França, Kodjovi Obilale e o zagueiro do Vaslui, da Romênia, Serge Akakpo estão feridos.

O incidente acontece há pouco mais de cinco meses antes da disputa da Copa do Mundo, que acontecerá também no continente africano, na África do Sul. A segurança é um dos pontos mais frágeis e preocupantes do Mundial.

O ônibus com a delegação de Togo era escoltado quando, na ligação entre Chicamba e Liambo Liona, foi surpreendido por membros do grupo separatista FLEC (Frente para Liberação do Enclave de Cabinda). Os feridos foram encaminhados a um hospital militar da região para atendimento.

De acordo com o rede britânica BBC, o ônibus foi alvejado por tiros de metralhadora. Entre o grupo togolês estava o atacante Emmanuel Adebayor, que atua pelo Manchester City, da Inglaterra.

Ainda segundo a agência PNN, o grupo separatista confirmou a autoria da emboscada em comunicado e afirmou que “A situação de guerra é uma realidade em Cabinda e qualquer estrangeiro poderá ser uma vítima”. Costa do Marfim, Burkina Faso e Gana são as outras seleções que disputariam o grupo B em Cabinda.

Para evitar novos atentados, o governo de Angola já estaria disponibilizando transporte das comissões por helicóptero da fronteira de Massabi a Cabinda. A região tem sido palco de violentos confrontos entre tropas angolanas e rebeldes, que desde a independência do país obtida de Portugal, cobra a autonomia do território.

“Estamos no hospital. Fomos atacados como cães e tivemos que nos esconder por 20 minutos debaixo dos assentos para evitarmos as balas”, afirmou Dossevi. “A polícia respondeu. Parecia uma guerra”, disse o avante.

O zagueiro Richmond Forson também relatou o incidente. “Houve uma emboscada, a 300 metros da saída da alfândega em Angola. Durou uma meia hora. Os soldados que nos escoltavam conseguiram afastar os terroristas e nos escoltar até o hospital”, disse Forson, que também conseguiu identificar os jogadores alvejados.

“Nosso goleiro (Obilalé) foi atingido nas pernas. Serge Akakpo foi atingido no rim e perdeu muito sangue. Seu estado é grave. E nosso assessor de imprensa foi ferido no braço. Eu o enfaixei no ônibus”, afirmou.

De acordo com um jornalista da emissora britânica BBC, o marfinense Kolo Touré, que atua com o togolês Adebayor no Manchester City, teria recebido uma mensagem da namorada do atacante, informando que ele não foi ferido. Segundo o ministro dos Esportes de Angola, o motorista do ônibus da delegação morreu no ataque.

O atentado acabou com qualquer pretensão de Togo seguir na competição. “Estamos chocados. Nem queremos mais disputar a CAN. Pensamos nos amigos, nos jogadores feridos”, disse Dossevi. “Havia muito sangue no chão. Não temos mais notícias, a não ser que foram transportados ao hospital”, completou.

O incidente acontece há pouco mais de cinco meses antes da disputa da Copa do Mundo, que acontecerá também no continente africano, na África do Sul. A segurança é um dos pontos mais frágeis e preocupantes do Mundial.

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